Música de Brinquedo 2 – 2017

Fernanda: O Música de Brinquedo não é um disco infantil. Ele até tem um pouco de veneno, na verdade. Trata-se de algo pop. I Saw You Saying e Severina Xique-Xique são bons exemplos. (Estadão SP)

John: A gente não pode pensar só na criança. Fica chato. A graça também está quando um adulto reconhece a música. (Estadão SP)

Fernanda: É um álbum que se comunica com a criança, mas também muito com o adulto. Ele tem várias camadas a serem descobertas e pode ser apreciado de diferentes maneiras. Por exemplo, minha mãe, que é uma senhora de 74 anos, curte demais. É muito bacana vê-la escutando Rita Pavone, que é da época de adolescência dela, e também Ricky Martin, que ela conheceu quando levou a Nina no cinema pra ver Shrek. (Revista Rolling Stones)

As Crianças

Fernanda: Elas são meio desafinadas, não é tudo limpinho. Neste caso, a imperfeição é boa, o erro é legal, pois é uma criança que está ali. (UAI e Correio Braziliense)

Os Brinquedos

John: Nenhum instrumento foi especialmente produzido para o Música de Brinquedo. A gente saiu por aí em busca deles. Os brinquedos nem sempre têm a afinação correta ou a melhor sonoridade possível. As notas, geralmente, estão todas erradas. Dá muito trabalho. (Estadão SP)

Fernanda: Em todo lugar que a gente ia, tudo o que fazia barulho e era cenograficamente interessante, a gente comprava. Quando a gente foi fazer o segundo disco, tinha um armário lotado de brinquedos. (Correio 24h)

Comparação com MDB 1

John: Continua sendo trabalhoso, mais ficou mais fácil. Gravar a parte técnica é um negócio que chama a atenção, mas hoje aprendemos a técnica de estúdio, como gravar um instrumento pequeno. A parte mais difícil é a escolha do repertório. (UAI e Correio Braziliense)

Fernanda: Trabalhamos com ‘instrumentos’ que são difíceis de serem tocados. Muitas vezes a gente tem que descobrir como tocá-los, é necessário fazer um mapeamento dos objetos que podemos usar. Desde o primeiro disco aprendemos muito, mas não digo que o processo se tornou fácil, acho que apenas menos complicado. (Revista Rolling Stones)

Repertório

John: A graça está em reconhecer uma música antiga com os instrumentos de brinquedo. (UAI e Correio Braziliense)

Ricardo: Acho que a parte mais difícil de gravar um disco assim é a escolha do repertório. Não são todas as músicas que conseguimos adaptar para esse formato, sabe? Fazemos uma lista prévia de canções que a gente gostaria de tocar, mas nem sempre dá certo. Lembro que tentamos tocar até Kraftwerk. Não rolou. Até porque eles já fazem um som de brinquedo. (Estadão SP)

Fernanda: É um disco mais ousado. Tem coisas que talvez as pessoas não esperassem. (Correio 24h)

Fernanda: A gente pensou que essas músicas pop que a gente abordou no primeiro e no segundo discos - por terem pais, tios e avós ouvindo juntos - criavam um diálogo não na base da chatice, mas da curiosidade. (Correio 24h)

Camila Lordy
Thiago Braga
Ziglo e Groco (Giramundo)

O Show / A Turnê

Produção executiva: FredigoDouglas
Técnico PA: JLibarino
Técnico monitor: SilveiraDrummer
Light design: Adriano Vale
Roadies: PetrickMagrelo e RafaFontseca
Beauty: VanaGurgel
Social media/fotos: Polonis
Figurino: MisterFraga (Rodrigo Fraga)
Calçados: Virginia Barros
Cenografia: AndreaCosta e MaculanFernando
Realização: Malab Produções

John: No estúdio, é mais uma questão de bolar o arranjo e ver que instrumento serve para qual música. No show você tem que ter alguma eficiência como músico usando instrumentinhos. É nessa hora que os músicos voltam à escola. Todos ganham deveres de casa, que é o de levar os instrumentos de brinquedo para casa para treinar e “não dar muito vexame nos ensaios. (UAI e Correio Braziliense)

Mister Fraga: o Figurino

Rodrigo Fraga: O mais empolgante desse trabalho é poder levar elementos conhecidos tradicionalmente atrelados à indumentária masculina como fraque, colete, camisa, gravata, abotoadura e cartola para o visual da Fernanda Takai, mas sem perder a leveza e a poesia  que o espetáculo pede. Em tempos de discussão sobre moda sem gênero, é um momento oportuno de criar para ela um novo visual ainda não visto nos palcos pelos fãs da banda. (site O Tempo)

Fernanda: A gente não deixa de fazer qualquer tipo de experimentação no estúdio porque vai dar trabalho para reproduzir ao vivo. Óbvio que temos uma ideia do que fazer, mas acho que isso não inibe nossa criatividade. O Música de Brinquedo é, na verdade, tentativa e erro. (Estadão SP)

John: Nossa equipe é muito específica e preparada. Até porque dá uma trabalheira danada afinar esses instrumentos e deixar tudo certo para os shows. Somos uma banda muito certinha e que estuda bastante. Nós nunca fomos uma banda de jam sessions e que se arrisca no improviso. (Estadão SP)

>>> LETRA A LETRA <<< - Tudo sobre as músicas desse álbum.